Serra d'Arga

mosteiro de são joão
mosteiro de são joão
arga de são joão
arga de são joão
lugar do aginha
Eram 11h30. Fiz uma visita ao mosteiro. Não estava lá ninguém. Abri o portão e entrei. Nunca tinha estado sozinho naquele espaço. Foi estranho porque sentia-me por um lado intimidado, talvez por causa de uma série de informações que tenho relativamente à Serra d’Arga, e por outro fascinado e, de certa forma, confortável. Peguei no caderno, sentei-me num degrau e comecei a desenhar a capela. Estava muito frio. Todo o espaço estava em sombra. A meio do desenho já tinha a minha mão esquerda, que segurava no caderno, congelada (não que a direita estivesse melhor). Pensei em pegar nas luvas que estavam na mochila… mas também pensava “Só mais um bocado e já está”. Mais um risco aqui, outro ali, passava o tempo a cor das minhas mãos.

Depois, ao perceber as pedras em volta da capela (murete), onde os peregrinos dão 3 voltas de joelhos à capela (para cumprir uma promessa) e de seguida dão 2 esmolas, uma ao santo e outra ao diabo (não vá ele ficar de mal com a pessoa), quis registar uma vista de topo e uma lateral onde se encontra a capela das esmolas, supostamente construída por cima de uma sepultura de um monge beniditino. Reza a lenda que qualquer animal que passasse por cima daquela sepultura, ficava endiabrado e partia as pernas…

De seguida fui a São João d’Arga. Queria conhecer melhor o “Lugar de Santo Aginha” (o ladrão que virou santo). Estacionei o carro. Uma senhora ia a passar e meteu conversa: “Está friiioo!”. Eu confirmei e acrescentei: “Mas isto mais logo é bem pior!!”. Ela sorriu e, com um aceno de cabeça, confirmou também. Tivemos uma pequena conversa e depois prosseguiu. Ia muito lentamente, apoiada com uma bengala na mão direita e o cajado na esquerda, para a sua bouça ver as ovelhas. Disse: “Enquanto a gente pode andar em quatro pernas……… não é?!”. Sempre a sorrir. Não é primeira vez que me cruzo com esta mulher na serra…

Segui para o Lugar do Santo Aginha. Um lugar para explorar com mais tempo… fiz um registo de três galinhas, que pareciam andar perdidas na rua, e um edifício muito antigo que parecia servir de celeiro.

Eram 15h30

Serra d’Arga, Portugal, 23.01.2012

17 thoughts on “Serra d'Arga”

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